Wasil Sacharuk - autor de "Uma Outra Gnose"

Palavra da Morte e da Vida - poemas, falsos sonetos, acrósticos, tautogramas e "conotatividades"...

Perfil

Wasil Sacharuk é gaúcho da cidade de Pelotas; filósofo por amor; professor de administração e cenários econômicos em cursos preparatórios para concursos públicos, compositor e arranjador musical do grupo Audiverimus, junto à poetisa Dhenova.

Sua poesia nasceu e cresceu na internet, onde compartilhou mais de seiscentas obras na forma de poemas livres, acrósticos, tautogramas, trovas, limericks e sonetos. É membro fundador da NOP Nova Ordem da Poesia.

A poesia de Sacharuk não está singularmente engajada numa temática. O foco se ajusta entre a poesia social e a existencial. Seus poemas revelam uma crítica densa e aguda ao status quo, e são inspirados no seu amor ao ateísmo, na música e na musa.

Seu estilo é livre e contemporâneo, no entanto, valoriza as rimas e a sonoridade dos poemas como expressão do processo lógico-matemático de criar e pensar o mundo. O sentimento aparece como o amálgama que junta os versos como a alquimia interior de um poeta que vive o amor com amor.

Wasil Sacharuk é autor de:
“Catilinárias I” (2009) e “Catilinárias II” (2009) – tautogramas com C, junto à poetisa Luciana Brandão Carreira del Nero;
e “Sete Sinas” (2009) – tautogramas com S.

Visionário (blog): http://sacharuk.blogspot.com
Lírica Heresia (blog): http://wasilsacharuk.blogspot.com


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Mago das Letras

Delegaram-me uma alcunha
o tal de Mago das Letras
e confirmei na minha poesia
que não sou dado a mutretas

Quando a rima conversa
e declama
a arte honesta
é reversa
engana

Aprendi a matar leão à unha
sem precisar fazer careta
sou fechado contra bruxaria
abati o boi-da-cara-preta

Quando a sina engasga
retranca
o mesmo poema
que rasga
destranca

Quem me conhece é testemunha
que já vi o céu e a sarjeta
roubei o norte da estrela guia
tão ligeiro como um cometa

Quando a vida reclama
esperança
a história escrita
na lama
descansa

Nenhuma questão me acabrunha
nos versos a vida esquenta
dos reversos eu faço alquimia
em toques de tecla ou caneta

Quando a musa canta
não cansa
a deusa das letras
que dança
encanta.

Wasil Sacharuk
novembro 2009

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Quem sou eu?

Não diria que sou poeta
Mas diria que sou obtuso
Sou um cara complicado
Sou pai do Paulo Ricardo
Minha hora perdeu o fuso

Tenho uma vida completa
Mas eu não sou da mutreta
Procuro por discernimento
E lembrei nesse momento
Sou também pai da Preta

E Dhenova é minha musa
Que inspira minha canção
Eu adoro carinho e meiguice
Sou também pai da Felice
E sou vasto na imensidão.

Wasil Sacharuk

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Página atualizada em 18.03.10 20:09